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DEPOIMENTOS da Pesquisa de Eficência em TRT – Terapia de Revivencia Transpessoal e algumas considerações importantes

É com grande satisfação que estou compartilhando aqui no site o link em slideshare para o volume II de apresentação dos resultados da pesquisa de eficiência em TRT – Terapia de Revivência Transpessoal, desta vez contendo uma “seleção” somente de DEPOIMENTOS daqueles pacientes que responderam ao questionário aplicado e se dispuseram a descrever um pouco de suas experiências, contribuindo decisivamente para o avanço das pesquisas, estudos e vivências deste método no âmbito clínico com base no aporte da psicologia transpessoal.

Os depoimentos de pacientes foram publicados com a sua autorização prévia e todos os dados que poderiam identificar a pessoa foram alterados, na medida em que a privacidade deve ser garantida em todo o tratamento de psicologia.

Link direto para o slideshare:

DEPOIMENTOS – Apresentação – volume II

Algumas considerações importantes:

– Buscando unir as tradições e ciências, desde o oriente até o ocidente, o filósofo e sistematizador da abordagem integral Ken Wilber sustenta que uma das tentativas mais sofisticadas que podemos encontrar para contemplarmos múltiplas realidades é o pluralismo epistemológico, ou seja, o pressuposto de que nossa existência, por possuir diferentes níveis de ser, pode também possuir diferentes níveis de saber. Conforme ele enfatiza, todo conhecimento válido, seja ele de ordem sensorialmental ou espiritual, pode ser validado ao passar por três etapas decisivas: 1) no treinamento em algum método de apreensão de dados, prática social; 2) através do experimentar sistematicamente; 3) e pelo compartilhar numa comunidade de verificação.

– Desse modo, é preciso treinamento da percepção, da cognição e da intuição em diferentes estados de consciência para adentrar as esferas transpessoais, do mesmo modo que é preciso fazer anos de faculdade para se obter um diploma. Os dados e as experiências psicoespirituais, incluindo aí, as obtidas em revivências transpessoais, estão a nossa disposição, desde que paremos com a presunção de querer impor à realidade espiritual como ela deva ser e nos interessemos e permitamos verdadeiramente vivenciar e partilhar os seus domínios segundo suas próprias leis e características.

– Isso vem ao encontro daquilo que já afirmava um grande filósofo sábio da Índia, o yogue com formação acadêmica ocidental, Sri Aurobindo: “Todas as verdades, suprafísicas ou físicas, não podem fundar-se somente sobre as crenças mentais, mas sim sobre as experiências – experiências, porém, que correspondam ao tipo específico – físico, subliminar ou espiritual – de verdades que se quer investigar; a validade e o significado dessas experiências têm de ser examinados, mas de acordo com a própria lei delas e por meio de uma consciência capaz de reproduzi-las em si mesmas (…); só assim poderemos ter segurança no nosso caminhar e chegar a ampliar significativamente a nossa esfera de conhecimento.” (Sri Aurobindo apud A.S. Dalal, pg. 169, Uma Psicologia Maior, 2001)

– Assim os verdadeiros interessados em avaliar honestamente a TRT precisam antes dialogar com seus pressupostos e vivenciá-la em sua finalidade clínica e terapêutica a fim de referendá-la ou não experimental ou cientificamente. Antes disso, qualquer tipo de ataque, julgamento ou desqualificação que parta de pessoas de “fora” não dispostas ao treinamento teórico-prático de seu paradigma – como fazem seus psicoterapeutas entre si para então trabalhar com seus respectivos pacientes formando uma verdadeira “comunidade de verificação” – não passa de demagogia ou mero preconceito disfarçado de discurso pretensamente “oficialista” falacioso, a revelar algum tipo de motivação tendenciosa ou dogmatismo não-reconhecido.

– Sem o experimentalismo íntimo, afetivo e intrapessoal, ou sem uma verdadeira abertura a nos autoconhecermos por algum meio que seja – a TRT é apenas um desses meios – estamos entregues aos ditames insensíveis do intelecto, dissociados do sentir, da verdade das emoções e do inconsciente mais profundos, sem nos permitir desenvolver saberes sensíveis ou tampouco acessar o nosso potencial interior de transcendência e capacidade afetiva para o amor e a espiritualidade, alijando-nos igualmente do seu compartilhar comunitário mais genuíno.

– Portanto, trabalhar-se em psicoterapia com uso da TRT é favorecer a nossa saúde integral: física, psicológica e espiritual; considerando a nossa psique – a nossa mente – como a mediadora de todas essas dimensões em nossas vidas em seus vários níveis. Esse multinivelamento complexo, impermanente e dinâmico da realidade tendo a mente e a linguagem como mediadoras de nossas experiências dá margem para pressuposições de todo o tipo, onde muitos se põem a tergiversar sobre o que desconhecem ou ignoram, negligenciando a prática, a vivência, o experimentalismo sistemático de algo, confundindo suas visões particulares de mundo ou percepções parciais e provisórias do que seja “real” como se fossem a própria (R)realidade.

– Terapeutizar-se em contrapartida é abrir espaços, caminhos internos, flexibilizando-se mental-emocionalmente e relativizando realidades. É também, e essencialmente, buscar cuidar de si assumindo a auto-responsabilidade. Pois, quem se cuida exercita o amor. E quem se ama, cresce, evolui e permite-se amar e ser amado, melhorando sua autoestima, seu autoconhecimento, sua espiritualidade, sua qualidade de vida, sua resiliência, sua felicidade, sua paz interior, sua plenitude, sua presença, etc., enfim, abrindo espaço às próprias potencialidades de evolução de seu ser/estar no mundo em suas infinitas possibilidades.

– E isso, conforme pode ser constatado nas respectivas apresentações (volumes I e II) é o que os próprios pacientes – legítimos experimentadores e balizadores deste modelo psicoterapêutico – estão afirmando!

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